terça-feira, 9 de novembro de 2010

O cientista e a academia

Em suas idiossincrasias
Reproduz-se a sociedade na velha academia
Não falemos mais em classes, não invoquemos mais a Marx
Viva a democracia!

Mas se queres perverter santa instituição
Ousando proferir as velhas e mofadas injúrias
Levantar-se-ão como muita fúria
E ao réu dirão: não publicaremos sua produção

Mas os meios de existência do pretenso cientista
Vêm da tinta que escorre da sua pena
E quando a certos momentos lhe arrancam os meios
Vejo por-se de fora a cabeça da serpente fascista

Um comentário:

  1. Blasfemando a academia eu diria que ela pertence aos enquadrados e alienados. Um bando de hipócritas firmando-se em seus pequenos poderes.
    Gostei daqui.

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